quinta-feira, 31 de julho de 2014

Crescendo para baixo
De fora, eles se parecem como três grandes cones de vidro enterrados na terra. Mas são a entrada de luz e ar para um shopping subterrâneo gigante no oeste da Cidade do México.
Este é um dos novos projetos que pretendem ser uma alternativa para controlar o tamanho de uma das maiores cidades do mundo: a construção de prédios sob a terra.
Construções subterrâneas podem ser uma alternativa para a Cidade do México, cuja área de 1.495 quilômetros quadrados tem poucas regiões ainda disponíveis para ocupação.
"Acho que é um absurdo crescer horizontalmente. A cidade tem crescido a tais dimensões que as pessoas que tentam chegar a seus trabalhos levam duas ou três horas. É realmente um absurdo," disse Francisco Montes de Oca, diretor da Arquitectoma, empresa que desenvolveu projetos de prédios subterrâneos.
Rasgando a terra
Um dos projetos mais polêmicos se chama Rascasuelos, e consiste em construir uma pirâmide invertida de 65 pisos subterrâneos para abrigar escritórios e lojas sob a principal praça do país, a Zócalo, na capital mexicana.
A pirâmide teria um vazio no espaço central para permitir a circulação de ar e a entrada de luz natural, apesar de toda a estrutura planejada ser de concreto para conter a pressão da terra.
A obra tem custo estimado de US$ 769 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão) e foi projetada pelo grupo Bunker Arquitectura.
O prédio está na fase de projeto, mas sua apresentação pública causou polêmica, pois a área onde planeja-se sua construção foi o coração de Tenochtitlán, a capital do povo asteca, que foi construída dentro de um lago.
Sob a Zócalo, existem vestígios da cultura pré-hispânica. À margem da praça, estão alguns dos edifícios mais antigos e emblemáticos do México. É, também, uma zona muito vulnerável a tremores.
Os responsáveis pelo Rascasuelos, no entanto, afirmam que o projeto não afetará a região e que a técnica de construção prevê o risco dos movimentos de terra.
No centro da Cidade do México, existem normas para restringir o tamanho de arranha-céus. Mas os limites são diferentes para aqueles sob a terra.
Cidade do México planeja prédios subterrâneos
[Imagem: BNKR Arquitectura]
Cones de luz e ar
O centro comercial Garden Santa Fe já está pronto e foi construído em um parque quase abandonado e frequentemente usado como estacionamento de veículos.
Foram utilizadas técnicas de construção nas quais um muro de concreto é construído em torno da escavação para evitar deslizamentos de terra.
Os cones de vidro visíveis a partir da superfície permitem a entrada de ar e luz solar, o que reduz significativamente a iluminação artificial e, portanto, reduz o consumo de energia, dizem os empreendedores.
Além disso, manteve-se um parque com jardins e árvores na superfície. Sob ele, são 65 mil metros quadrados de área construída, em seis níveis: dois para lojas e quatro para estacionamentos.
Peixes sob a terra
A razão principal pela qual o Aquário Inbursa foi construído sob a terra é que o seu proprietário, o Grupo Carso, não queria que nada atrapalhasse a vista do Museu Soumaya, onde é exibida a coleção particular do proprietário da empresa, que inclui obras de Rodin, Salvador Dalí e Tintoretto, entre outras.
Mas também foi uma decisão prática: o terreno disponível para construí-lo não teria espaço para abrigar 1,7 milhões de litros de água do mar, 230 espécies diferentes, 500 exemplares e todas as instalações necessárias para mantê-los.
Assim, o complexo localizado no noroeste da Cidade do México foi desenvolvido em quatro níveis a 25 metros abaixo da terra.
O passeio dos visitantes inicia-se no terceiro subsolo, onde estão as espécies que vivem em maior profundidade.
A construção é cercada por um muro para evitar deslizamentos e movimentos do terreno - a alguns metros dali, há uma área de circulação de trens cargueiros.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Arena da Amazônia – Estádios da Copa do Mundo 2014



Localizada em Manaus, no interior do Brasil, a cerca de 1500 quilômetros de distância da costa, a Arena Amazônia é um dos mais belos estádios da Copa do Mundo 2014. Projetada pelo atelier de arquitetura alemão Gmp e pela consultora de engenharia de estruturas Schlaich Bergermann and Partner em cooperação com os brasileiros da STADIA, a Arena da Amazônia foi construída sobre o antigo Estádio Vivaldo Lima (Vivaldão), possuindo uma capacidade máxima de 44 mil espetadores.
O design do estádio procurou, de forma eficiente, simbolizar a localização, no coração da floresta tropical amazônica, tendo em conta a diversidade natural e a a topografia do local onde se insere.
Um dos pontos distintivos da Arena Amazônia é a sua cobertura retrátil em consola, com elementos construtivos ocos, que têm simultaneamente funções estruturais e de drenagem. Esta característica é de importância fundamental numa zona úmida, de elevada pluviosidade. O revestimento da cobertura, que se prolonga pelas fachadas do estádio, é constituído por elementos translúcidos de fibra de vidro que formam um padrão losango de cor branca.
A Arena da Amazônia foi dimensionada com sustentabilidade em mente, podendo vir a ser umas das primeiras estruturas do Estado do Amazonas a obter a certificação LEED (leadership in energy and environmental design). Neste âmbito houve preocupações especiais na utilização dos recursos hídricos, consumo de energia, gestão de resíduos e no reaproveitamento dos materiais provenientes da demolição do Vivaldão.


O estádio inclui também sistemas de recolha e utilização das águas da chuva e sistemas fotovoltaicos para iluminação.






Fonte: Gmp | Imagens: via Gmp (adaptada)

domingo, 27 de julho de 2014

Construção do Novo Edifício da Fundação Louis Vuitton Projetado por Frank Gehry


Construção do Novo Edifício da Fundação Louis Vuitton Projetado por Frank Gehry

Projetado pelo arquiteto Frank Gehry e pelas consultoras de engenharia Setec Batiment, RFR e T/E/S/S, o novo edifício do Centro Cultural Fundação Louis Vuitton, deverá ficar finalizado em Outubro. A obra de 105 milhões de euros, executada pela Vinci Construction e Eiffage Construction Métalliqueinclui, entre outros, a instalação de cerca de 3600 painéis envidraçados, de grandes dimensões, no revestimento das estruturas de cobertura em forma de vela.

O edifício, localizado na periferia do Bois de Boulogne, um parque público nos subúrbios de Paris, albergará um museu e centro cultural e terá como principal objetivo, segundo a multinacional LVMH, dona da obra e promotora do projeto, a divulgação da criação artística contemporânea internacional.
  Com um design arquitetónico inspirado no Grand Palais dos Campos Elíseos, o edifício é constituído por uma agregação de doze volumes curvos de inclinação variável, com uma superfície total de 13500 metros quadrados, dispostos num padrão que faz lembrar um conjunto velas infladas pelo  vento.
A estrutura de cobertura, que suporta os extensos painéis envidraçados, foi executada em aço e madeira lamelada colada.

  Para o complexo cálculo estrutural os projetistas recorreram a software de modelação de última geração, desenvolvido pela Gehry Technologies, que permitiu o dimensionamento do intrincado volume imaginado por Frank Gehry.
  O atelier Alep foi o responsável pelo projeto de paisagismo, que visou a integração do edifício da Fundação no ecossistema natural envolvente.

   O complexo incluirá um sistema de armazenamento e reutilização de águas pluviais que serão utilizadas tanto para a lavagem das fachadas do edifício, como para a rega das áreas ajardinadas.





Fonte e Imagens: via Fundação Louis Vuitton

quinta-feira, 24 de julho de 2014

The Shard - O novo Mega-Arranha-Céus no centro de Londres

The Shard
The Shard é o novo ponto de referência na linha do horizonte de Londres, erguendo-se 310 m acima do nível do solo. A sua magnífica estrutura metálica interior é visível através dos cerca de 11 mil painéis transparentes que recobrem a fachada deste polémico arranha-céus.

Desenhada pelo Arquiteto Renzo Piano, esta verdadeira cidade vertical tem 95 pisos, 72 dos quais habitáveis e mais de 100 mil metros quadrados de área útil. A construção do edifício foi gerida pela Turner & Townsend e executada pela Mace. O projeto estrutural foi desenvolvido pelo Grupo WSP.
The Shard
O critério estético daquele que é considerado o edifício mais alto da União Europeia, não é consensual. Muito críticos consideram que a sua forma piramidal e silhueta monolítica vão descaraterizar uma das mais icónicas zonas londrinas.
The Shard será ocupado por escritórios, à exceção dos andares superiores, nos quais existirão apartamentos, restaurantes e um hotel.
The Shard
The Shard
The Shard
The Shard
The Shard
The Shard
The Shard
The Shard

Imagens: Renzo Piano, Denancé Michel, The Shard, Habitables, The Telegraph
Fonte: Público, The Telegraph, BBC

As Maiores Obras de Engenharia Civil no Brasil

Galeria da barragem de Itaipu
O Brasil encontra-se neste momento na maior fase de crescimento económico e humano da sua história. O mais importante motor desse desenvolvimento é a indústria da construção. Grandes obras de Engenharia Civil estão planeadas para os próximos anos no Brasil, algumas das quais de grande dimensão e complexidade.

Ao longo de uma série de artigos iremos apresentar algumas das mais importantes obras de engenharia civil que se vão realizar no Brasil. No entanto é também importante conhecer as realizações passadas da engenharia civil brasileira, conhecida em todo mundo pela sua proficiência técnica e capacidade de optimização e por ter sido responsável por algumas das mais importantes obras de Engenharia Civil da América do Sul. Apresentam-se a seguir três exemplos da excelência técnica da engenharia civil no Brasil.
A Maior Barragem do Brasil – Complexo Hidroeléctrico de Itaipu
O Complexo Hidroeléctrico de Itaipu está localizado no Rio Paraná. A sua construção foi resultado de uma parceria entre o Brasil e o Paraguai e continua a ser uma das maiores barragens do mundo. Tem uma potência geradora de cerca de 14 mil MW, 20 unidades de geração de energia eléctrica e fornece uma parte muito significativa da energia eléctrica consumida em ambos os países. A sua construção implicou o uso de 13 milhões de m3 de betão e a intervenção de cerca de 40 mil operários.
Albufeira Itaipu
Barragem de Itaipu
Descarregadores Itaipu
Grupos Barragem Itaipu
Ligação às turbinas da barragem de Itaipu
O Edifício Mais Alto do Brasil – Mirante do Vale
O edifício mais alto do Brasil continua a ser o Mirante do Vale. Este arranha-céus foi construído em São Paulo durante a década de sessenta e tem uma altura de cerca de 170 metros. Localizado no Vale do Anhangabaú, demorou 6 anos a ser construído, sendo uma obra absolutamente inovadora na época. Possui algumas características bastante peculiares para um edifício desta altura, nomeadamente o facto de a sua estrutura ser constituída quase inteiramente por betão armado ao invés da crescente tendência do uso combinado aço e betão, em estrutura mista.
Condomínio Mirante do Vale
Edifício Mirante do Vale
Vista aérea do edifício Mirante do Vale
A Maior Ponte do Brasil – Ponte Rio-Niterói
Localizada na baía Guanabara, no estado do Rio de Janeiro a ponte Rio-Niterói liga a cidade do Rio de Janeiro e Niterói. É uma das maiores pontes rodoviárias do mundo medindo cerca de 13 km, dos quais quase 9 km sobre água. A sua construção ficou concluída em 1974, sendo estruturalmente constituída por betão armado pré-esforçado.
Ponte de betão de Niteroi
Ponte sobre o rio Niteroi
Reparação da ponte sobre o rio Niteroi









Ponte Niteroi no Rio de Janeiro 

Fonte: http://www.engenhariacivil.com/maiores-obras-engenharia-civil-brasil

sábado, 19 de julho de 2014

Sistema Inovador de Inspeção e Gestão de Estradas Desenvolvido em Portugal

18 Julho, 2014.
Sistema Inovador de Inspeção e Gestão de Estradas Desenvolvido em Portugal
Um sistema integrado de inspeção, caracterização e gestão da manutenção de vias de comunicação, desenvolvido em Portugal, poderá mudar a forma como as estradas são inspecionadas e geridas. O Inpav é um sistema modular, portátil e de baixo custo, que utiliza tablets ou telemóveis para a recolha de dados sobre o estado de conservação dos diferentes elementos da estrada, posicionamento e comunicação, permitindo, entre outros, o acompanhamento em tempo real da progressão dos trabalhos de inspeção.
O software do sistema Inpav permite ao técnico que efetua a inspeção, a bordo de uma viatura ou deslocando-se a pé, através de um vulgar tablet ou telemóvel, o registo das patologias dos pavimentos, do estado das guardas de segurança, da sinalização rodoviária, localização e tipo de órgãos de drenagem, singularidades e características geométricas da faixa de rodagem bem como das restantes componentes da estrada.
O sistema, começou a ser desenvolvido pelo Eng. Nuno Verdelho Trindade em 2006, tendo sido criado um protótipo em 2009. Foi amplamente testado em campo e publicado e apresentado em diferentes eventos, incluindo o Congresso Mundial de Estradas em 2010, sendo adaptado e melhorado nos últimos anos. A sua comercialização inicará ainda este ano.
De acordo com o Engenheiro Civil, a componente crítica do sistema, cujo desenvolvimento requereu um longo processo de investigação, é a sua capacidade de posicionamento avançada, sem a qual o equipamento não seria mais que um bloco de notas digital, sem vantagens efetivas sobre os métodos tradicionais de inspeção. Segundo o mesmo, o posicionamento direto através de dispositivos comerciais de GPS, não é adequado para a inspeção detalhada de pavimentos rodoviários ou de outros elementos da faixa de rodagem, uma vez que aqueles não possuem precisão ou fiabilidade suficiente para um posicionamento correto, com erros que podem chegar às dezenas de metros.
Em vez de se basear unicamente nos dados GPS, o Inpav faz uso uma série de algoritmos que lhe permitem prever, com base no desenvolvimento característico da faixa de rodagem e dos pontos já registados, a localização e a quilometragem atuais. O utilizador pode visualizar a posição de uma determinada ocorrência sobre uma imagem georreferenciada ou através dos mapas do Google e, caso a localização não seja precisa, corrigi-la visualmente através de um simples movimento dedrag and drop.
Um dos maiores desafios foi a garantia de fiabilidade de posicionamento em nós de ligação, dada a sua heterogeneidade geométrica. Para isto, o software recorre, de forma inteligente, a uma vasta biblioteca geométrica de curvas, que minimiza a intervenção do utilizador na correção manual da sua posição ou da posição da degradação detetada.
Para fazer face ao variado conjunto de situações com que o técnico se pode deparar em campo, o software pode funcionar em modo de registo manual, sem recurso ao sinal de GPS. Por exemplo em zonas montanhosas ou em túneis poderá utilizar-se um posicionamento manual, temporário ou definitivo, da quilometragem.
Além disso as listas de degradações, patologias e ocorrências e menus utilizados são completamente personalizáveis, o que permite que o técnico não necessite de modificar as metodologias de inspeção que sempre utilizou.
Por exemplo, para o levantamento de patologias de pavimentos rodoviários, o utilizador pode configurar o software para registar o tipo de degradação, a sua severidade, orientação, extensão, etc.
O software inclui coleções de algumas das mais utilizadas metodologias de inspeção, como por exemplo o “Strategic Highway Research Program” (SHRP) ou o “Catálogo de Degradações dos Pavimentos Rodoviários Flexíveis” para o caso dos pavimentos.
O módulo móvel para utilizar em campo é apenas uma das componentes do sistema Inpav, que integra uma interface Web para acompanhamento e coordenação em tempo real da posição dos técnicos de inspeção e receção dos dados das ocorrências registadas (incluindo fotografias, vídeos e outros ficheiros de média).
Faz também parte do sistema, software para PC que permite a gestão e visualização dos dados recolhidos em campo, geração automática de relatórios de inspeção (relatórios fotográficos, listas de degradações, etc.) e sua integração ou exportação para sistemas de gestão de manutenção rodoviária.
O software irá ser disponibilizado para as três principais plataformas móveis da atualidade, Android,Windows Phone e iOS.
Imagem (adaptada): Cortesia Inpav via Nuno Verdelho Trindade
Fonte: http://www.engenhariacivil.com/inpav-sistema-inovador-inspecao-gestao-estradas#more-17481