quarta-feira, 30 de julho de 2014

Arena da Amazônia – Estádios da Copa do Mundo 2014



Localizada em Manaus, no interior do Brasil, a cerca de 1500 quilômetros de distância da costa, a Arena Amazônia é um dos mais belos estádios da Copa do Mundo 2014. Projetada pelo atelier de arquitetura alemão Gmp e pela consultora de engenharia de estruturas Schlaich Bergermann and Partner em cooperação com os brasileiros da STADIA, a Arena da Amazônia foi construída sobre o antigo Estádio Vivaldo Lima (Vivaldão), possuindo uma capacidade máxima de 44 mil espetadores.
O design do estádio procurou, de forma eficiente, simbolizar a localização, no coração da floresta tropical amazônica, tendo em conta a diversidade natural e a a topografia do local onde se insere.
Um dos pontos distintivos da Arena Amazônia é a sua cobertura retrátil em consola, com elementos construtivos ocos, que têm simultaneamente funções estruturais e de drenagem. Esta característica é de importância fundamental numa zona úmida, de elevada pluviosidade. O revestimento da cobertura, que se prolonga pelas fachadas do estádio, é constituído por elementos translúcidos de fibra de vidro que formam um padrão losango de cor branca.
A Arena da Amazônia foi dimensionada com sustentabilidade em mente, podendo vir a ser umas das primeiras estruturas do Estado do Amazonas a obter a certificação LEED (leadership in energy and environmental design). Neste âmbito houve preocupações especiais na utilização dos recursos hídricos, consumo de energia, gestão de resíduos e no reaproveitamento dos materiais provenientes da demolição do Vivaldão.


O estádio inclui também sistemas de recolha e utilização das águas da chuva e sistemas fotovoltaicos para iluminação.






Fonte: Gmp | Imagens: via Gmp (adaptada)

domingo, 27 de julho de 2014

Construção do Novo Edifício da Fundação Louis Vuitton Projetado por Frank Gehry


Construção do Novo Edifício da Fundação Louis Vuitton Projetado por Frank Gehry

Projetado pelo arquiteto Frank Gehry e pelas consultoras de engenharia Setec Batiment, RFR e T/E/S/S, o novo edifício do Centro Cultural Fundação Louis Vuitton, deverá ficar finalizado em Outubro. A obra de 105 milhões de euros, executada pela Vinci Construction e Eiffage Construction Métalliqueinclui, entre outros, a instalação de cerca de 3600 painéis envidraçados, de grandes dimensões, no revestimento das estruturas de cobertura em forma de vela.

O edifício, localizado na periferia do Bois de Boulogne, um parque público nos subúrbios de Paris, albergará um museu e centro cultural e terá como principal objetivo, segundo a multinacional LVMH, dona da obra e promotora do projeto, a divulgação da criação artística contemporânea internacional.
  Com um design arquitetónico inspirado no Grand Palais dos Campos Elíseos, o edifício é constituído por uma agregação de doze volumes curvos de inclinação variável, com uma superfície total de 13500 metros quadrados, dispostos num padrão que faz lembrar um conjunto velas infladas pelo  vento.
A estrutura de cobertura, que suporta os extensos painéis envidraçados, foi executada em aço e madeira lamelada colada.

  Para o complexo cálculo estrutural os projetistas recorreram a software de modelação de última geração, desenvolvido pela Gehry Technologies, que permitiu o dimensionamento do intrincado volume imaginado por Frank Gehry.
  O atelier Alep foi o responsável pelo projeto de paisagismo, que visou a integração do edifício da Fundação no ecossistema natural envolvente.

   O complexo incluirá um sistema de armazenamento e reutilização de águas pluviais que serão utilizadas tanto para a lavagem das fachadas do edifício, como para a rega das áreas ajardinadas.





Fonte e Imagens: via Fundação Louis Vuitton

quinta-feira, 24 de julho de 2014

The Shard - O novo Mega-Arranha-Céus no centro de Londres

The Shard
The Shard é o novo ponto de referência na linha do horizonte de Londres, erguendo-se 310 m acima do nível do solo. A sua magnífica estrutura metálica interior é visível através dos cerca de 11 mil painéis transparentes que recobrem a fachada deste polémico arranha-céus.

Desenhada pelo Arquiteto Renzo Piano, esta verdadeira cidade vertical tem 95 pisos, 72 dos quais habitáveis e mais de 100 mil metros quadrados de área útil. A construção do edifício foi gerida pela Turner & Townsend e executada pela Mace. O projeto estrutural foi desenvolvido pelo Grupo WSP.
The Shard
O critério estético daquele que é considerado o edifício mais alto da União Europeia, não é consensual. Muito críticos consideram que a sua forma piramidal e silhueta monolítica vão descaraterizar uma das mais icónicas zonas londrinas.
The Shard será ocupado por escritórios, à exceção dos andares superiores, nos quais existirão apartamentos, restaurantes e um hotel.
The Shard
The Shard
The Shard
The Shard
The Shard
The Shard
The Shard
The Shard

Imagens: Renzo Piano, Denancé Michel, The Shard, Habitables, The Telegraph
Fonte: Público, The Telegraph, BBC

As Maiores Obras de Engenharia Civil no Brasil

Galeria da barragem de Itaipu
O Brasil encontra-se neste momento na maior fase de crescimento económico e humano da sua história. O mais importante motor desse desenvolvimento é a indústria da construção. Grandes obras de Engenharia Civil estão planeadas para os próximos anos no Brasil, algumas das quais de grande dimensão e complexidade.

Ao longo de uma série de artigos iremos apresentar algumas das mais importantes obras de engenharia civil que se vão realizar no Brasil. No entanto é também importante conhecer as realizações passadas da engenharia civil brasileira, conhecida em todo mundo pela sua proficiência técnica e capacidade de optimização e por ter sido responsável por algumas das mais importantes obras de Engenharia Civil da América do Sul. Apresentam-se a seguir três exemplos da excelência técnica da engenharia civil no Brasil.
A Maior Barragem do Brasil – Complexo Hidroeléctrico de Itaipu
O Complexo Hidroeléctrico de Itaipu está localizado no Rio Paraná. A sua construção foi resultado de uma parceria entre o Brasil e o Paraguai e continua a ser uma das maiores barragens do mundo. Tem uma potência geradora de cerca de 14 mil MW, 20 unidades de geração de energia eléctrica e fornece uma parte muito significativa da energia eléctrica consumida em ambos os países. A sua construção implicou o uso de 13 milhões de m3 de betão e a intervenção de cerca de 40 mil operários.
Albufeira Itaipu
Barragem de Itaipu
Descarregadores Itaipu
Grupos Barragem Itaipu
Ligação às turbinas da barragem de Itaipu
O Edifício Mais Alto do Brasil – Mirante do Vale
O edifício mais alto do Brasil continua a ser o Mirante do Vale. Este arranha-céus foi construído em São Paulo durante a década de sessenta e tem uma altura de cerca de 170 metros. Localizado no Vale do Anhangabaú, demorou 6 anos a ser construído, sendo uma obra absolutamente inovadora na época. Possui algumas características bastante peculiares para um edifício desta altura, nomeadamente o facto de a sua estrutura ser constituída quase inteiramente por betão armado ao invés da crescente tendência do uso combinado aço e betão, em estrutura mista.
Condomínio Mirante do Vale
Edifício Mirante do Vale
Vista aérea do edifício Mirante do Vale
A Maior Ponte do Brasil – Ponte Rio-Niterói
Localizada na baía Guanabara, no estado do Rio de Janeiro a ponte Rio-Niterói liga a cidade do Rio de Janeiro e Niterói. É uma das maiores pontes rodoviárias do mundo medindo cerca de 13 km, dos quais quase 9 km sobre água. A sua construção ficou concluída em 1974, sendo estruturalmente constituída por betão armado pré-esforçado.
Ponte de betão de Niteroi
Ponte sobre o rio Niteroi
Reparação da ponte sobre o rio Niteroi









Ponte Niteroi no Rio de Janeiro 

Fonte: http://www.engenhariacivil.com/maiores-obras-engenharia-civil-brasil

sábado, 19 de julho de 2014

Sistema Inovador de Inspeção e Gestão de Estradas Desenvolvido em Portugal

18 Julho, 2014.
Sistema Inovador de Inspeção e Gestão de Estradas Desenvolvido em Portugal
Um sistema integrado de inspeção, caracterização e gestão da manutenção de vias de comunicação, desenvolvido em Portugal, poderá mudar a forma como as estradas são inspecionadas e geridas. O Inpav é um sistema modular, portátil e de baixo custo, que utiliza tablets ou telemóveis para a recolha de dados sobre o estado de conservação dos diferentes elementos da estrada, posicionamento e comunicação, permitindo, entre outros, o acompanhamento em tempo real da progressão dos trabalhos de inspeção.
O software do sistema Inpav permite ao técnico que efetua a inspeção, a bordo de uma viatura ou deslocando-se a pé, através de um vulgar tablet ou telemóvel, o registo das patologias dos pavimentos, do estado das guardas de segurança, da sinalização rodoviária, localização e tipo de órgãos de drenagem, singularidades e características geométricas da faixa de rodagem bem como das restantes componentes da estrada.
O sistema, começou a ser desenvolvido pelo Eng. Nuno Verdelho Trindade em 2006, tendo sido criado um protótipo em 2009. Foi amplamente testado em campo e publicado e apresentado em diferentes eventos, incluindo o Congresso Mundial de Estradas em 2010, sendo adaptado e melhorado nos últimos anos. A sua comercialização inicará ainda este ano.
De acordo com o Engenheiro Civil, a componente crítica do sistema, cujo desenvolvimento requereu um longo processo de investigação, é a sua capacidade de posicionamento avançada, sem a qual o equipamento não seria mais que um bloco de notas digital, sem vantagens efetivas sobre os métodos tradicionais de inspeção. Segundo o mesmo, o posicionamento direto através de dispositivos comerciais de GPS, não é adequado para a inspeção detalhada de pavimentos rodoviários ou de outros elementos da faixa de rodagem, uma vez que aqueles não possuem precisão ou fiabilidade suficiente para um posicionamento correto, com erros que podem chegar às dezenas de metros.
Em vez de se basear unicamente nos dados GPS, o Inpav faz uso uma série de algoritmos que lhe permitem prever, com base no desenvolvimento característico da faixa de rodagem e dos pontos já registados, a localização e a quilometragem atuais. O utilizador pode visualizar a posição de uma determinada ocorrência sobre uma imagem georreferenciada ou através dos mapas do Google e, caso a localização não seja precisa, corrigi-la visualmente através de um simples movimento dedrag and drop.
Um dos maiores desafios foi a garantia de fiabilidade de posicionamento em nós de ligação, dada a sua heterogeneidade geométrica. Para isto, o software recorre, de forma inteligente, a uma vasta biblioteca geométrica de curvas, que minimiza a intervenção do utilizador na correção manual da sua posição ou da posição da degradação detetada.
Para fazer face ao variado conjunto de situações com que o técnico se pode deparar em campo, o software pode funcionar em modo de registo manual, sem recurso ao sinal de GPS. Por exemplo em zonas montanhosas ou em túneis poderá utilizar-se um posicionamento manual, temporário ou definitivo, da quilometragem.
Além disso as listas de degradações, patologias e ocorrências e menus utilizados são completamente personalizáveis, o que permite que o técnico não necessite de modificar as metodologias de inspeção que sempre utilizou.
Por exemplo, para o levantamento de patologias de pavimentos rodoviários, o utilizador pode configurar o software para registar o tipo de degradação, a sua severidade, orientação, extensão, etc.
O software inclui coleções de algumas das mais utilizadas metodologias de inspeção, como por exemplo o “Strategic Highway Research Program” (SHRP) ou o “Catálogo de Degradações dos Pavimentos Rodoviários Flexíveis” para o caso dos pavimentos.
O módulo móvel para utilizar em campo é apenas uma das componentes do sistema Inpav, que integra uma interface Web para acompanhamento e coordenação em tempo real da posição dos técnicos de inspeção e receção dos dados das ocorrências registadas (incluindo fotografias, vídeos e outros ficheiros de média).
Faz também parte do sistema, software para PC que permite a gestão e visualização dos dados recolhidos em campo, geração automática de relatórios de inspeção (relatórios fotográficos, listas de degradações, etc.) e sua integração ou exportação para sistemas de gestão de manutenção rodoviária.
O software irá ser disponibilizado para as três principais plataformas móveis da atualidade, Android,Windows Phone e iOS.
Imagem (adaptada): Cortesia Inpav via Nuno Verdelho Trindade
Fonte: http://www.engenhariacivil.com/inpav-sistema-inovador-inspecao-gestao-estradas#more-17481

sábado, 7 de junho de 2014

Sustentabilidade na construção civil: benefícios ambientais e econômicos

Sustentabilidade na construção civil: benefícios ambientais e econômicos


Carolina Octaviano


A palavra "sustentabilidade" é, sem dúvida, uma das mais faladas e comentadas neste novo milênio e, não por acaso, esse conceito tem invadido as mais diversas áreas do conhecimento e setores da economia. Na construção civil, a partir da utilização de novos materiais que gerem o menor impacto possível ao meio ambiente e contribuam para o conforto térmico ou a redução do consumo de energia, não é diferente, e há inúmeros exemplos de novos materiais e tecnologias com essa finalidade.
Uma das inovações resultantes de pesquisa são os Materiais de Mudança de Fase (PCM, na sigla em inglês), ou materiais termo-ativos, que atuam no isolamento térmico e armazenamento de energia, por meio da utilização de parafinas microencapsuladas que podem ser dispersas em rebocos de revestimento, a fim de garantir o conforto térmico e reduzir o consumo de energia nas edificações. Isso é possível a partir do acúmulo energético da fusão das parafinas. Para Vanessa Gomes, professora da Faculdade de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), essa tecnologia, atualmente, apresenta ganhos ambientais e econômicos. "Ela começou muito cara, mas já há pesquisas que conseguem baratear os custos", aponta.
Outro exemplo de como a sustentabilidade pode trazer benefícios ao meio ambiente urbano e a seus habitantes são as coberturas verdes, construções em que as tradicionais coberturas de telhas são substituídas por vegetação. Esse tipo de construção proporciona o combate às ilhas de calor urbano, absorvendo gases do efeito estufa emitidos por veículos e melhorando a qualidade do ar nos centros urbanos; diminui parte das águas de chuva que poderiam alagar bueiros; e torna-se habitat para pássaros e borboletas. Os "tetos verdes", como o da foto abaixo, são uma febre em países de primeiro mundo e têm sido utilizados em larga escala nos Estados Unidos e na Alemanha. "Existem áreas do Brasil que podem ser muito apropriadas à utilização de coberturas verdes. Elas ajudam a combater enchentes e outros problemas ocasionados por temporais, pois não são impermeáveis", explica a pesquisadora da Unicamp.


Copa do Mundo "verde"
Não é apenas nas construções residenciais que o conceito de sustentabilidade veio para ficar. Para sediar a Copa do Mundo de 2014, o Brasil deve seguir uma série de normas estabelecidas pela Fifa, como, entre outras coisas, a construção e a reforma dos estádios para que eles estejam de acordo com o ideal de uma competição "verde", ou seja, ecologicamente correta e que gere o menor impacto ambiental possível. Entretanto, os altos custos estipulados para as reformas e as construções desses estádios têm gerado questionamentos sobre a viabilidade dos projetos. E também há quem critique o oportunismo do marketing dos megaeventos. "Temos que pensar que, ao cuidar do planeta, estamos cuidando de nós mesmos e reduzindo inclusive os gastos que teremos no futuro. Eventos como Olimpíadas ou a Copa do Mundo não devem ser vistos como uma oportunidade de utilização de tecnologias mais sustentáveis. Essa atitude deve estar presente no nosso dia a dia", defende José Kós, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Alguns estádios utilizarão energias limpas, como a eólica (do vento) e a solar. Em outros, serão utilizadas as águas das chuvas para a limpeza dos estádios, a irrigação dos gramados e nas torres de resfriamento do ar-condicionado. O estádio da Fonte Nova, em Salvador, por exemplo, terá um sistema para tratar o esgoto de pias e chuveiros, reaproveitando a água tratada e gerando, desse modo, economia. No Mineirão, em Belo Horizonte, serão usados plásticos reaproveitáveis e placas de madeira recicladas ou de reflorestamento para reformar a parte interna. Com essas iniciativas, a Fifa pretende consolidar o conceito de estádios "autossustentáveis".
Gomes, da Unicamp, aponta para as qualidades da construção desses estádios "verdes", entre elas a reutilização de água e a economia de energia. Ela acredita ainda que o legado deixado pelas construções desses estádios será positivo, pois eles poderão ser reutilizados no futuro, trarão benefícios para o país e o meio ambiente e servirão de exemplo para a construção de outras edificações. "Quando a gente pensa nesses grandes eventos mundiais, tem-se que pensar no legado que vai ficar. Se a gente olhar historicamente, a Copa e as Olimpíadas representam uma forma de reinvenção urbana. Deve-se considerar que a cidade vai utilizar essas coisas depois. É uma oportunidade para se antecipar em décadas, por exemplo, o sistema de transporte urbano, e enxergar que as construções trarão benefícios para a coletividade, para a sociedade", conclui.

Economia e meio ambiente
Vanessa Gomes relembra os primórdios das discussões sobre questões ambientais para explicar que a economia e o meio ambiente devem andar juntos quando o assunto é a utilização de tecnologias que minimizem os impactos ao meio ambiente. "As primeiras conversas sobre o assunto meio ambiente foram claramente relacionadas à energia, impulsionadas pela falta do petróleo. Tinha uma questão econômica muito presente no consumo de energia. A Conferência das Nações Unidas sobre o Homem e o Meio Ambiente, que aconteceu em Estocolmo, em 1972, deixou claro que, além do desenvolvimento econômico, era preciso pensar na questão ambiental", reforça. Ela lembra que a temática "construção civil" esteve presente em outras duas conferências das Nações Unidas, no Rio de Janeiro, em 1992, e em Joanesburgo, em 2002.
José Kós, da UFRJ, concorda que o meio ambiente e os aspectos econômicos devem sempre caminhar juntos. "É muito mais caro limpar do que não sujar, em curto, médio e longo prazos. Mais importante do que implementar soluções tecnológicas ditas mais sustentáveis é alterar nossos hábitos e nossa visão do que é sustentável", explica. "A construção civil é, atualmente, e especialmente em países como o Brasil, um dos ramos de maior potencial na redução do impacto ambiental. Isso porque existem muitas possibilidades de evolução tecnológica e de comportamento, para uma relação melhor com o meio ambiente e que também geram economia nas contas no final do mês", avalia.
De acordo com a pesquisadora da Unicamp, o principal papel do marketing verde na construção civil está na conscientização. "Ele pode ter um papel educativo capaz de esclarecer ao consumidor leigo que existem mecanismos que podem ser aplicados para aumentar a sustentabilidade de um determinado empreendimento sem adicionar custos", afirma Gomes. Contudo, a pesquisadora diz que é preciso ficar atento, pois a questão da sustentabilidade está sendo banalizada. "Às vezes o pessoal do marketing utiliza informações equivocadas, que confundem propositalmente o consumidor, criando a chamada 'maquiagem verde'", alerta. Kós, da UFRJ, acredita que o marketing verde pode contribuir para reduzir os impactos que causamos ao meio ambiente, mas pondera: "Ele não é a solução que necessitamos para obter resultados concretos".
Mas, afinal, como essas ideias sustentáveis têm penetrado no mercado? De acordo com Gomes, da Unicamp, uma pesquisa envolvendo vários países concluiu que 18% dos consumidores aceitariam pagar a mais por produtos sustentáveis. "No Brasil, quando se fala que vai custar mais caro, a adesão é menor de pessoas que vão optar pelas tecnologias sustentáveis", complementa. Porém, ela comenta que, quando se explica os benefícios ambientais e nos casos em que o valor é o mesmo das construções convencionais, as pessoas costumam aderir a essas tecnologias. "Tudo depende do nível de sensibilização do consumidor. Se ele estiver esclarecido e sensibilizado, ele aceitará bem", aponta.
Grandes eventos dedicados a arquitetura, decoração e paisagismo têm sido espaços significativos para esse tipo de sensibilização. Em 2009, no Casa Cor Campinas, as arquitetas Renata Marangoni e Eloisa Kempter apresentaram o projeto de uma casa infantil sustentável, a "Casa Sapo", utilizando apenas materiais reciclados ou recicláveis. Para realizar o projeto, elas usaram madeira reciclada no piso, telhas de fibra vegetal na cobertura da casa e caixas Tetrapack no revestimento.


As certificações verdes
O consumidor tem como saber se um projeto é de fato sustentável ou se o marketing verde o está levando a comprar "gato por lebre"? Segundo Gomes, da Unicamp, há algumas formas de se atestar que determinado material utilizado na construção é sustentável ou não. Um modo de saber os impactos ambientais de um certo material é analisando o seu ciclo de vida. "Você deve colocar na ponta do lápis desde a extração de material até a implementação nas construções e a vida útil que eles têm. É preciso ver também quais foram os impactos para produção de um certo material", explica.
Outras formas eficientes de certificar a sustentabilidade ou não dos materiais é através das normas ISO. "Esse selo é o ideal porque, mesmo que o público leigo não entenda, os projetistas vão saber o que é melhor em termos de sustentabilidade e saberão como melhor utilizar um determinado material. Isso é fundamental para orientar um projeto", acredita. Todavia, na opinião de Kós, da UFRJ, é preciso aumentar o leque de informações aos usuários. "A certificação de materiais não possui a profundidade ou mesmo o alcance necessários", afirma. Vale salientar que, no Brasil, certifica-se que determinada construção é ou não sustentável a partir do selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), concedido pelo Green Building Council (GBC) Brasil.

http://comciencia.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-76542010000800004&lng=pt&nrm=iso

O Material Estrutural Mais Leve de Sempre

O Material Estrutural Mais Leve de Sempre


O microlattice é o material estrutural mais leve de sempre, desenvolvido pelos laboratórios HRL e pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos EUA. O material é constituído por uma rede treliçada de micro-barras ocas, fabricadas com uma liga metálica de níquel e fósforo. Estes elementos estruturais são tão finos, que 99,99% do volume ocupado pelo material é composto por ar.
Apesar das dimensões reduzidas dos elementos que o compõem, que possuem apenas 100 micrômetros de diâmetro e paredes de espessura inferior a 100 nanômetros, o microlattice possui uma resistência mecânica elevada à compressão e uma ductilidade e capacidade elástica globais que ultrapassam as de qualquer material estrutural usado na construção civil atualmente.
No vídeo seguinte é possível observar a capacidade de recuperação da forma inicial do material, testada numa amostra primária com espessura de 5,1 mm e elementos de 150 micrômetros de diâmetro e espessura de 500 nanômetros. Deformada por compressão a 50% da sua espessura, a amostra tem uma recuperação quase imediata de 98% quando a carga é aliviada.


O potencial de aplicação desta tecnologia é imenso, podendo ser utilizada por exemplo no fabrico de telas de reforço de estruturas de betão armado, em painéis resistentes ao choque ou mesmo, devido à sua baixíssima densidade, na correção acústica de compartimentos.


Fonte: HRL http://www.engenhariacivil.com/material-estrutural-leve